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Santa Teresa Margarida Redi do Sagrado Coração

1 set 2026

☀️ Santo do dia: Santa Teresa Margarida Redi do Sagrado Coração

“Deus é Amor”: a jovem que quis transformar toda a sua vida em amor a Jesus


Anna Maria Redi nasceu em 15 de julho de 1747, em Arezzo, na Toscana, numa família profundamente cristã. Aos 9 anos, foi estudar com as beneditinas de Santa Apolônia, em Florença, onde permaneceu até os 16. Gostava da oração e começou a desejar uma vida inteiramente entregue a Deus. A leitura da vida de Santa Margarida Maria Alacoque marcou-a profundamente e fez crescer nela o amor ao Sagrado Coração de Jesus. Aos 17 anos, em 1º de setembro de 1764, entrou no Carmelo de Santa Teresa, em Florença, e recebeu depois o nome de Teresa Margarida do Sagrado Coração de Jesus. Sua vida passou a ser feita de Missa, oração, silêncio, trabalho e serviço às outras religiosas.

Teresa tinha um amor muito pessoal por Jesus e queria pertencer inteiramente a Ele. Durante a Missa, no momento do Ofertório, costumava renovar sua entrega e rezava: “Peço a Nosso Senhor que, assim como transforma aquele pão e aquele vinho em seu preciosíssimo Corpo e Sangue, se digne transformar toda a mim n’Ele mesmo.” Ela não pedia apenas para amar Jesus: queria tornar-se semelhante a Ele.

Em 28 de junho de 1767, quando tinha 19 anos, aconteceu um dos momentos mais importantes de sua vida. Durante a oração comunitária, ouviu as palavras de São João: “Deus é Amor, e quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus permanece nele” (1Jo 4,16). A frase atingiu-a profundamente. Durante vários dias permaneceu tomada por esse pensamento: Deus é Amor. Teresa queria conhecer esse Amor, permanecer nele e responder-lhe com toda a própria vida. Ofereceu seu coração a Cristo e pediu para ser “consumida pelo seu amor”. Uma de suas preocupações mais fortes passou a ser justamente esta: amar pouco um Deus que a amava tanto.

No Carmelo, esse amor aparecia especialmente no cuidado das irmãs idosas e enfermas. Teresa tornou-se ajudante de enfermaria e passava muito tempo cuidando delas. Lavava-as, servia-as, acompanhava-as e procurava perceber aquilo de que precisavam. Entre as religiosas confiadas aos seus cuidados havia uma irmã com graves perturbações psíquicas, que algumas vezes se tornava violenta. Teresa continuava atendendo-a com paciência. Sua dedicação chegou a ser tão intensa que, no último Capítulo conventual de sua vida, foi advertida porque dedicava tempo demais às enfermas.

Teresa desejava amar Jesus também quando ninguém percebesse aquilo que fazia. Seu programa era “viver escondida com Cristo em Deus”. Não procurava cargos nem reconhecimento. Queria servir. Chegou a pedir a Deus uma graça muito particular: “morrer enfermeira”, isto é, continuar cuidando das doentes até o fim de sua vida. E foi quase exatamente o que aconteceu.

No início de março de 1770, Teresa tinha somente 22 anos. Em 6 de março, começou a sentir fortes dores. Seu estado piorou rapidamente, e os médicos diagnosticaram uma doença abdominal gravíssima, tradicionalmente identificada como peritonite. Em poucas horas, a jovem que até então cuidava das enfermas tornou-se ela própria uma doente em estado terminal. Mesmo assim, os testemunhos registram que continuava preocupada com as religiosas enfermas que estavam sob seus cuidados.

Depois de aproximadamente 18 horas de sofrimento, em 7 de março de 1770, Teresa Margarida morreu. Tinha 22 anos e não havia completado seis anos de vida no Carmelo.

Depois da morte ocorreu um fato que impressionou profundamente as religiosas. Inicialmente, seu corpo apresentava alterações tão fortes provocadas pela doença que se pensou em realizar rapidamente o sepultamento. Nas horas seguintes, porém, segundo os testemunhos conservados, o aspecto do corpo mudou, recuperando uma aparência natural, e ele permaneceu flexível e sem os sinais de decomposição que se esperavam. A conservação continuou nos anos seguintes. Em reconhecimentos realizados em 1783 e novamente em 1805, seu corpo foi registrado como incorrupto. Ele continua conservado e venerado no Carmelo de Florença.

A jovem que havia pedido durante a Missa “transforma toda a mim em Ti” viveu apenas 22 anos. Seu caminho foi muito simples: amar Jesus, permanecer diante dele, oferecer-lhe a própria vida e cuidar das pessoas que Ele colocava ao seu lado. A frase que a marcou aos 19 anos permaneceu no centro de tudo:

“Deus é Amor.”

E Teresa queria responder a esse Amor com amor: na Eucaristia, na oração, no Sagrado Coração de Jesus e nas horas passadas ao lado das religiosas doentes.

Em 9 de junho de 1929, Pio XI proclamou-a beata. Em 19 de março de 1934, o mesmo Papa a proclamou santa. Hoje a Igreja a conhece como Santa Teresa Margarida Redi do Sagrado Coração de Jesus.


Fontes


Dicastério das Causas dos Santos, Santa Teresa Margherita Redi; Diocese de Arezzo-Cortona-Sansepolcro, biografia de Santa Teresa Margarida Redi; Ordem dos Carmelitas Descalços, documentação do 250º aniversário de sua morte; Dizionario Biografico degli Italiani – Treccani, “Teresa Margherita Redi, santa”.


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