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26 lug 2026

☀️ Santo do dia: Beato André de Phú Yên 

o jovem catequista que morreu pronunciando o nome de Jesus


No dia 26 de julho, recordamos o Beato André de Phú Yên, considerado o primeiro mártir da Igreja Católica no Vietnã. Sua vida foi muito breve: morreu com cerca de dezenove anos. No entanto, em poucos anos, conseguiu realizar uma verdadeira missão de evangelização, tornando-se catequista, servidor dos missionários e testemunha corajosa de Jesus Cristo.

André nasceu por volta do ano 1625, na província de Phú Yên, situada na região central do atual Vietnã. Naquela época, o cristianismo ainda estava começando a espalhar-se pelo país. Os missionários eram poucos, as distâncias entre as aldeias eram grandes e, em muitos lugares, os cristãos viviam sob a ameaça de perseguições.

O jovem conheceu a fé por meio dos missionários jesuítas, especialmente do padre Alexandre de Rhodes, um dos principais evangelizadores do Vietnã. Sua mãe, que já demonstrava grande interesse pela fé cristã, pediu que o filho fosse instruído. André começou a frequentar a catequese e mostrou-se um jovem atento, inteligente e profundamente aberto à graça de Deus.

Depois de um período de preparação, recebeu o Batismo e tomou o nome cristão de André. A partir daquele momento, a fé não foi para ele apenas uma nova religião ou um conjunto de ensinamentos. Jesus tornou-se o centro de sua vida.

Seu desejo de conhecer e servir a Cristo cresceu tão rapidamente que, pouco tempo depois, ele se colocou à disposição dos missionários. André entrou para um grupo de jovens catequistas formados pelos jesuítas para colaborar diretamente na evangelização.

Ser catequista no Vietnã do século XVII não significava apenas ensinar algumas orações ou explicar o Catecismo uma vez por semana. Os catequistas eram os principais auxiliares dos sacerdotes. Eles permaneciam junto das comunidades quando os missionários precisavam viajar, eram expulsos ou estavam sendo procurados pelas autoridades.

André visitava famílias, ensinava as orações às crianças e explicava aos adultos os fundamentos da fé cristã. Ajudava a preparar os catecúmenos para o Batismo, reunia os fiéis para rezar e fortalecia aqueles que começavam a sentir medo diante das perseguições.

Também visitava os doentes, levava palavras de consolação às famílias e auxiliava os missionários na organização das pequenas comunidades. Em lugares onde o sacerdote não podia estar presente com frequência, era o catequista que mantinha viva a fé, recordando as palavras do Evangelho e ajudando os cristãos a permanecerem unidos.

Muitas vezes, esses jovens precisavam percorrer longas distâncias por caminhos difíceis, atravessando aldeias e regiões pouco seguras. André fazia esse serviço com alegria e generosidade. Não era sacerdote, não possuía grandes estudos e não ocupava nenhuma posição de autoridade. Contudo, compreendeu que todo batizado pode anunciar Jesus através da palavra, do serviço e do exemplo.

Alexandre de Rhodes ficou profundamente impressionado com sua dedicação. Em seus relatos, apresentou André como um jovem de fé sincera, de comportamento simples e de grande disponibilidade para servir. Seu testemunho mostrava que a evangelização não depende apenas de grandes pregadores, mas também de jovens capazes de visitar, ensinar, acompanhar e sustentar os irmãos na vida diária.

O trabalho dos catequistas tornou-se ainda mais importante quando começaram as perseguições. As autoridades temiam a presença dos missionários estrangeiros e consideravam o crescimento do cristianismo uma ameaça à ordem estabelecida. Alguns sacerdotes foram expulsos, outros precisaram esconder-se, e os catequistas passaram a ser perseguidos.

No ano de 1644, o governante da região ordenou que os cristãos abandonassem a fé. Os soldados começaram a procurar os principais colaboradores dos missionários. O verdadeiro alvo era outro catequista, mas, não o encontrando, prenderam André.

Quando os soldados chegaram, o jovem não tentou fugir. Segundo os relatos, estava preparado para aceitar aquilo que Deus lhe pedisse. Foi levado diante das autoridades e interrogado. Prometeram-lhe a liberdade se abandonasse a fé cristã e voltasse à religião tradicional de seu povo.

André permaneceu firme.

A tradição dos primeiros relatos missionários conserva esta resposta:

“Jamais abandonarei a religião que me conduz ao verdadeiro Deus.”

Essa frase expressa a convicção central de sua vida. Para André, a fé não era uma opinião que podia ser trocada para evitar o sofrimento. Ele havia encontrado em Cristo o verdadeiro Deus e não estava disposto a negar aquilo que reconhecera como verdade.

Também se transmite, em diferentes versões, outra declaração atribuída ao jovem durante o interrogatório:

“Estou pronto para morrer por Aquele que morreu por mim.”

Ainda que essa frase apareça com pequenas diferenças nas traduções e nas narrativas posteriores, ela resume perfeitamente a disposição com que André enfrentou a condenação. Ele compreendeu que Jesus havia entregado a vida por amor e desejava responder a esse amor com a mesma fidelidade.

Os juízes insistiram para que renunciasse à fé. André poderia ter salvado a própria vida com uma simples palavra. Era muito jovem e ainda tinha diante de si muitos anos de trabalho e de missão. Entretanto, preferiu perder a vida a negar Jesus.

Foi condenado à morte.

No dia 26 de julho de 1644, conduziram-no pelas ruas até o lugar da execução. Durante o caminho, uma multidão o acompanhava. Alguns cristãos choravam, enquanto outros temiam que ele não suportasse o sofrimento.

André, porém, caminhava com serenidade. Em vez de reclamar ou pedir misericórdia, repetia continuamente:

“Jesus! Jesus! Jesus!”

Essa invocação foi conservada como a expressão mais segura e mais conhecida de seus últimos momentos. O nome de Jesus, que ele havia ensinado às crianças e anunciado nas aldeias, tornou-se também sua última oração.

Mesmo diante da morte, ainda procurou fortalecer os cristãos que estavam ao seu redor. Segundo a tradição, pediu-lhes que não chorassem por ele e que permanecessem fiéis à fé.

Os soldados o atingiram com golpes de lança. Como ainda estivesse vivo, terminaram a execução decapitando-o. André morreu pronunciando o nome de Jesus. Tinha apenas dezenove anos.

Seu martírio comoveu profundamente o padre Alexandre de Rhodes, que presenciou os acontecimentos e depois levou para a Europa o relato de sua morte. O missionário viu naquele jovem catequista a prova de que o Evangelho já havia criado raízes profundas no povo vietnamita.

André de Phú Yên não foi apenas um jovem que morreu por Cristo. Antes de morrer, viveu para Cristo. Ensinou, visitou, acompanhou, consolou e sustentou comunidades perseguidas. Seu martírio foi o ponto culminante de uma vida já entregue ao serviço do Evangelho.

Em 5 de março de 2000, São João Paulo II proclamou André de Phú Yên Beato, apresentando-o como modelo para os jovens e para os catequistas.

Sua história nos recorda que ninguém é jovem demais para evangelizar. Um jovem pode ensinar a fé, visitar quem sofre, ajudar uma comunidade, acompanhar crianças, sustentar os desanimados e tornar-se verdadeiro colaborador da Igreja.

André compreendeu muito cedo aquilo que muitos levam uma vida inteira para descobrir: a vida só encontra seu verdadeiro valor quando é entregue por amor. Ele anunciou Jesus com suas palavras, com seu trabalho pastoral e, finalmente, com o próprio sangue.


Referências principais

  • Alexandre de Rhodes, Divers voyages et missions, 1653.

  • São João Paulo II, Homilia de beatificação de André de Phú Yên, 5 de março de 2000.

  • Documentação histórica da causa de beatificação.

  • Tradição da Igreja Católica no Vietnã sobre os primeiros catequistas e mártires.

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